Introdução
Se você já ouviu o tique-taque das patinhas do seu cão no piso frio ou notou seu gato arranhando o sofá com mais frequência, talvez seja hora de revisar os cuidados com unhas de cães e gatos. Muitos tutores subestimam a importância dessa rotina simples, mas essencial — até que enfrentem problemas como unhas encravadas, dor ao caminhar ou danos à mobília.
Os cuidados com unhas de cães e gatos vão muito além da estética. Unhas muito longas podem causar desconforto postural, lesões nas articulações, infecções e até alterações permanentes na forma de andar do animal. Por outro lado, quando mantidas no comprimento ideal, promovem bem-estar, mobilidade e higiene.
Na rotina de quem convive com gatos, é comum ver que eles usam arranhadores para desgastar naturalmente as garras — mas nem sempre isso é suficiente. Já muitos tutores de cães percebem que, especialmente em animais sedentários ou de raças pequenas, as unhas não se desgastam sozinhas durante os passeios.
Neste guia completo, você vai aprender tudo o que precisa saber para cuidar das unhas do seu pet com segurança, eficácia e empatia. Vamos abordar diferenças entre espécies, idades e temperamentos, mostrar passo a passo como aparar unhas sem estresse, destacar erros comuns e oferecer dicas práticas baseadas em experiência real com centenas de animais. Seja você um tutor iniciante ou experiente, este conteúdo foi feito para ser sua referência definitiva sobre o tema.
O que significa cuidar das unhas de cães e gatos?

Cuidar das unhas de cães e gatos envolve monitorar seu comprimento, aparar quando necessário, observar sinais de problemas (como rachaduras, sangramento ou crescimento anormal) e garantir que o animal tenha meios seguros de desgastá-las naturalmente.
Ao longo da experiência cuidando de diferentes pets, nota-se que muitos tutores só percebem a necessidade de intervenção quando o animal já demonstra incômodo — mancando, lambendo excessivamente as patas ou evitando pular. Por isso, a prevenção é fundamental.
Veterinários e especialistas em comportamento animal costumam recomendar uma inspeção semanal das patas. Isso permite identificar precocemente:
- Unhas curvadas demais, que ameaçam perfurar a almofada plantar.
- Ranhuras ou fissuras que podem levar a infecções.
- Presença de sujeira, espinhos ou carrapatos entre os dedos.
- Alterações na cor ou textura da unha, que podem indicar problemas de saúde.
Lembre-se: o objetivo não é deixar as unhas curtas demais, mas sim no comprimento ideal para que o animal caminhe com as almofadas apoiadas no chão, sem tocar as unhas no solo.
Por que os cuidados com unhas de cães e gatos são tão importantes?
Muitos tutores acham que “se o pet anda normal, está tudo bem”. Mas o impacto de unhas longas vai além do momento presente.
Para cães
Cães com unhas excessivamente longas tendem a:
- Apoiar incorretamente o peso nas patas, sobrecarregando articulações do carpo (pulso) e cotovelos.
- Desenvolver postura anormal, que pode levar a artrite precoce.
- Escorregar mais em pisos lisos, aumentando o risco de quedas.
- Ter dificuldade para escalar rampas ou subir no carro.
Em raças pequenas (como Shih Tzu, Poodle Toy ou Chihuahua), o problema é ainda mais comum, pois passam boa parte do tempo em superfícices macias (tapetes, sofás), onde as unhas não se desgastam.
Para gatos
Gatos geralmente mantêm suas unhas mais afiadas e curtas por instinto — mas isso não elimina a necessidade de supervisão. Unhas muito longas em gatos podem:
- Enroscar em tecidos, tapetes ou redes de proteção, causando pânico e lesões.
- Dificultar o uso da caixa de areia, levando a acidentes fora do local.
- Perfurar a própria pele durante o alongamento.
Na rotina de quem convive com gatos idosos, é comum observar que, com a idade, eles perdem interesse por arranhadores ou têm menos força para afiar as garras. Nesses casos, a intervenção humana se torna essencial.
Materiais e recursos necessários para cuidar das unhas
Você não precisa de um arsenal, mas ter os itens certos faz toda a diferença:
- Alicate de unha específico para pets: existem modelos tipo guilhotina (mais comuns para cães) e tesoura (melhores para gatos e cães pequenos).
- Lixador de unha (manual ou elétrico): ideal para arredondar pontas e evitar lascas.
- Pó hemostático ou farinha de milho: para conter sangramento caso corte o quick (parte viva da unha).
- Petiscos de alto valor: para recompensar e criar associação positiva.
- Toalha ou luva de microfibra: útil para segurar gatos ansiosos com segurança.
- Luz adequada: uma lanterna ou luminária ajuda a visualizar o quick, especialmente em unhas escuras.
Dica prática: nunca use alicates humanos. Eles não foram projetados para a curvatura e dureza das unhas de animais e podem causar fraturas.
Diferenças por espécie, porte, idade e estilo de vida
Os cuidados com unhas de cães e gatos variam significativamente conforme o perfil do animal.
Cães
- Raças ativas e de grande porte (ex.: Labrador, Pastor Alemão): as unhas se desgastam mais nos passeios em calçadas ou terra. Aparação pode ser necessária a cada 4–6 semanas.
- Raças pequenas ou braquicefálicas (ex.: Lhasa Apso, Buldogue Francês): passam mais tempo dentro de casa e em pisos macios. Podem precisar de corte a cada 2–3 semanas.
- Cães idosos ou com mobilidade reduzida: têm menos desgaste natural. Verifique as unhas semanalmente.
Gatos
- Gatos domésticos internos: dependem totalmente de arranhadores e da intervenção do tutor. Sem estímulo, as unhas crescem em espiral e podem encravar.
- Gatos com acesso externo: desgastam melhor as unhas, mas ainda merecem inspeção mensal.
- Gatos idosos: frequentemente negligenciam o afiamento. As unhas ficam espessas, quebradiças e mais propensas a problemas.
Idade
Filhotes e gatinhos devem ser acostumados desde cedo ao manuseio das patas. Isso facilita imensamente os cuidados futuros. Já em animais seniores, o corte deve ser mais conservador, pois o quick tende a alongar com o tempo.
Nível de experiência do tutor: iniciante, intermediário ou avançado?
Qualquer tutor pode aprender a cuidar das unhas do seu pet — mas o nível de complexidade varia.
- Iniciantes: devem começar com sessões curtas de manuseio (sem cortar), usando recompensas. Foque em construir confiança antes de pegar o alicate.
- Intermediários: já conseguem identificar o quick e realizar cortes básicos. Podem introduzir o lixador para acabamento.
- Avançados: lidam com animais ansiosos, unhas escuras ou casos especiais (ex.: unhas deformadas pós-trauma). Sabem quando encaminhar ao veterinário.
Importante: não há vergonha em pedir ajuda. Se seu pet fica extremamente estressado, comece com sessões no banho ou peça orientação a um groomer experiente.
Guia passo a passo: como cuidar das unhas do seu cão ou gato com segurança

Siga este método detalhado, testado em clínicas, abrigos e lares:
Passo 1: Prepare o ambiente
Escolha um local calmo, com boa iluminação. Tenha todos os materiais à mão. Ofereça um petisco para criar clima positivo.
Passo 2: Acostume o pet ao manuseio
Antes de qualquer corte, massageie suavemente as patas diariamente por alguns dias. Toque entre os dedos, pressione levemente as almofadas. Recompense com carinho ou petiscos.
Passo 3: Identifique o quick
- Em unhas claras: o quick aparece como uma área rosada dentro da unha. Nunca corte dentro dessa zona.
- Em unhas escuras: corte em pequenos ângulos rasos, observando o interior da unha. Se vir um ponto escuro no centro, pare — você está perto do quick.
Passo 4: Posicione o alicate corretamente
- Para cães: segure a pata firmemente, mas sem apertar. Insira a unha perpendicularmente na lâmina do alicate.
- Para gatos: envolva o corpo em uma toalha (“múmia felina”), deixando apenas uma pata de fora. Use o polegar para pressionar levemente o coxim e expor a unha.
Passo 5: Faça o corte
Corte em ângulo de 45 graus, removendo apenas a ponta curva. Evite cortes retos, que podem causar rachaduras.
Passo 6: Lixe as bordas
Use um lixador manual ou elétrico para suavizar as pontas. Isso evita que o pet se arranhe ou enrosque as unhas.
Passo 7: Recompense imediatamente
Ofereça um petisco, brinquedo ou carinho. Reforce a ideia de que “cuidar das unhas = coisa boa”.
Passo 8: Repita com calma
Se o pet demonstrar estresse, pare e continue em outro momento. Melhor cortar duas unhas por dia do que forçar todas de uma vez.
Exemplo real: Uma tutora de um gato idoso notou que ele parara de usar o arranhador. Ao examinar, viu as unhas quase encravadas. Com sessões diárias de 2 unhas, recompensadas com patê, ela resolveu o problema em uma semana — sem trauma.
Erros comuns nos cuidados com unhas de cães e gatos (e como evitá-los)
Mesmo com boas intenções, tutores cometem erros que geram dor ou medo:
- Cortar o quick
→ Correção: se sangrar, aplique pó hemostático ou pressão com gaze. Mantenha a calma — o pet sente seu estresse. Nunca puna ou grite. - Forçar o animal
→ Correção: sessões forçadas criam trauma duradouro. Prefira avançar lentamente com reforço positivo. - Ignorar unhas traseiras
→ Correção: as unhas dos pés traseiros também crescem! Inspecione todas as patas. - Usar ferramentas inadequadas
→ Correção: alicates cegos ou enferrujados causam fraturas. Troque os seus a cada 1–2 anos. - Aparar unhas muito curtas
→ Correção: o ideal é deixar 2–3 mm além do quick. Unhas muito curtas doem ao tocar o chão. - Esquecer de lixar
→ Correção: pontas afiadas podem arranhar crianças ou arruinar tecidos. O lixamento é parte essencial do cuidado.
Dicas avançadas e insights profissionais
Com base em anos de trabalho com pets, compartilho estratégias que poucos conhecem:
- Use luz lateral para unhas escuras: uma lanterna ao lado da unha projeta sombra, ajudando a estimar a posição do quick.
- Corte após o banho: as unhas ficam mais macias e fáceis de aparar.
- Integre ao grooming: faça o corte durante escovação ou secagem, quando o pet já está calmo.
- Treine o “dá a pata”: ensine o comando com reforço positivo. Facilita imensamente o manuseio futuro.
- Monitore o som: se ouvir “tic-tic” no piso, as unhas estão tocando o chão — sinal de que já passaram do ideal.
Veterinários dermatologistas alertam que unhas mal cuidadas são porta de entrada para fungos e bactérias, especialmente em animais com alergias ou doenças autoimunes.
Exemplos reais do dia a dia com pets
Caso 1 – Cão pequeno com unhas encravadas
Um Yorkshire de 10 anos chegou à clínica mancando. As unhas traseiras tinham crescido tanto que perfuraram as almofadas. Após correção profissional e plano de corte quinzenal, ele voltou a caminhar com conforto.
Caso 2 – Gato que foge do alicate
O tutor começou oferecendo petiscos perto do alicate, depois tocando as patas com o objeto fechado, e só depois fez o primeiro corte — após 10 dias de preparação. Hoje, o gato aceita a rotina sem estresse.
Caso 3 – Família com crianças
Ensinar as crianças a reconhecer quando as unhas estão longas (“se toca no chão, está na hora”) transformou o cuidado em atividade familiar supervisionada.
Adaptação para diferentes rotinas e tipos de animais
Nem todo mundo tem tempo ou habilidade para cortar unhas em casa. Veja alternativas:
- Tutores ocupados: agende sessões mensais com groomer ou veterinário. Mas mantenha o manuseio semanal em casa para evitar trauma.
- Pets ansiosos: use sprays calmantes (com feromônios), faça sessões curtíssimas e recompense generosamente.
- Apartamentos com piso liso: invista em tapetes antiderrapantes e arranhadores verticais para gatos.
- Múltiplos animais: crie uma “rotina de spa”: um pet espera com brinquedo enriquecedor enquanto o outro é atendido.
Lembre-se: o objetivo é prevenir, não corrigir emergências.
Cuidados contínuos e boas práticas de manutenção
Os cuidados com unhas de cães e gatos devem ser parte da rotina de bem-estar, como alimentação e vacinação:
- Inspeção semanal: levante cada pata, observe comprimento, cor e integridade.
- Registro fotográfico: tire fotos mensais para comparar o crescimento.
- Alimentação balanceada: deficiências nutricionais (ex.: zinco, biotina) afetam a saúde das unhas.
- Estímulo ao desgaste natural: para cães, inclua passeios em superfícies ásperas; para gatos, ofereça arranhadores de sisal em locais estratégicos.
- Atualização de ferramentas: alicates cegos exigem mais força e aumentam o risco de erro.
Ao longo da experiência cuidando de diferentes pets, nota-se que os tutores mais bem-sucedidos tratam o corte de unhas como um momento de conexão, não como uma tarefa incômoda.
Possibilidades de monetização educacional (sem promover produtos)
Este conteúdo pode gerar valor (e renda) de forma ética e compatível com o Google AdSense:
- E-books gratuitos: “Calendário de Cuidados com Unhas: 30 Dias para um Pet Confortável”.
- Vídeos curtos no YouTube: demonstrações passo a passo com diferentes perfis de pets.
- Workshops online: “Como Cortar Unhas de Gatos Ansiosos sem Estresse”.
- Checklists imprimíveis: para tutores acompanharem a rotina de grooming.
- Consultoria virtual: orientação personalizada para casos desafiadores.
Tudo deve ser educacional, nunca substituir atendimento veterinário ou prometer resultados milagrosos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Com que frequência devo cortar as unhas do meu pet?
Depende do desgaste natural. Em geral: a cada 2–4 semanas para cães domésticos; a cada 3–6 semanas para gatos. Inspeção semanal é essencial.
2. O que fazer se eu cortar o quick e sangrar?
Aplique pressão com gaze ou algodão e use pó hemostático. Se não tiver, farinha de milho ou amido de milho funcionam. Mantenha o pet calmo. O sangramento para em 5–10 minutos.
3. Posso lixar em vez de cortar?
Sim, especialmente para pets sensíveis. Lixar é mais lento, mas menos traumático. Use lixador elétrico silencioso e vá aos poucos.
4. Meu gato arranha tudo — devo cortar as unhas?
Cortar as pontas reduz danos, mas não elimina o comportamento — que é natural. Combine corte com arranhadores atrativos e redirecionamento.
5. Unhas pretas são mais difíceis de cortar?
Sim, porque o quick não é visível. Corte em pequenos ângulos rasos e pare ao ver o núcleo escuro no centro da unha.
6. Quando procurar um veterinário?
Se houver sangramento persistente, inchaço, pus, unha quebrada na raiz, ou se o pet recusar tocar a pata no chão após o corte.
Conclusão
Os cuidados com unhas de cães e gatos são um pilar invisível do bem-estar pet — discreto, mas essencial. Quando negligenciados, causam dor silenciosa; quando praticados com atenção, promovem mobilidade, conforto e qualidade de vida.
Este guia foi construído com base em observação direta, experiências reais e orientações de profissionais da área. Agora, você tem todas as ferramentas para transformar essa rotina em um momento de cuidado e conexão com seu pet.
Não espere o problema surgir. Comece hoje com uma simples inspeção das patinhas. Ofereça um carinho, observe o comprimento, e, se necessário, programe uma sessão tranquila de corte. Seu cão ou gato pode não agradecer com palavras — mas com passos mais leves, pulos mais confiantes e um olhar de cumplicidade que diz tudo.
Cuide das unhas, cuide do bem-estar. E lembre-se: o melhor tutor não é o que sabe tudo, mas aquele que está sempre disposto a aprender pelo amor ao seu pet.

Carlos Oliveira é um verdadeiro entusiasta por animais de estimação, apaixonado desde cedo pela convivência com cães, gatos e outros bichinhos que transformam lares em lugares mais alegres. Com sua experiência prática no cuidado e na convivência diária com pets, ele busca sempre aprender e compartilhar dicas que ajudam a garantir saúde, bem-estar e qualidade de vida para os animais, acreditando que cada pet merece amor, respeito e atenção.






